WEB 1.0 E WEB 2.0 – A FORMA COMO UMA E OUTRA AFETA O COMPORTAMENTO DO USUÁRIO DA INTENET
1-INTRODUÇÃO
O professor Antonio Costela, da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, adotava o livro “A comunicação, do grito ao satélite”, de sua autoria, para embasar as aulas.
Naquela época, as reportagens eram datilografadas e depois revisadas. A maioria das notícias chegava via telex. Depois de passar pelo processo de copidesque, eram coladas na lauda e diagramadas.
Editei vários jornais de bairro, copidescando notícias e as passando para o revisor. Depois, diagramava todas as páginas e elaborava o “paste-up”, quando o jornal era enviado para a gráfica, onde era providenciado o fotolito para, depois, haver a impressão.
Determinado dia, houve a necessidade de eu ingressar no mundo da internet, aprendendo os primeiros fundamentos com um filho que se formou em Processamento de Dados, na Escola Técnica Federal de São Paulo, e que hoje é pós-graduando na Yale University.
Em seguida, aprendi através da prática sistemática, ou do autodidatismo, alguns fundamentos teóricos e práticos da web, como, por exemplo, que a manifestação da bolha tecnológica ocorreu em 2001, marcando crucialmente a correia fotorreceptora.
2-CONCEITOS TÉCNICOS (TEÓRICOS)
O conceito de “correia fotorreceptora 2.0” começou com uma ' “brainstorming” (seção de reflexão) realizada entre o “International” de Reilly e de Medialive.
Depois de ano e meio, o termo “Correia fotorreceptora 2.0” tem mais de 9.5 milhões menções no Google, todavia, alguns críticos afirmam que é simplesmente uma palavra elegante.
Tentaremos extrair os princípios que são deduzidos de um formulário ou de outra das histórias do sucesso da correia fotorreceptora 2.0, e suas novas aplicações:
Pode-se visualizar a correia fotorreceptora 2.0 como um sistema de princípios e de práticas que se conformam um sistema solar verdadeiro de locais que mostram algum ou todos aqueles princípios, a uma distância variável desse núcleo.
Em outubro de 2004, John Battelle apresentou preliminar dos princípios: o elo da abertura. Aduziu que, primeiramente “a correia fotorreceptora gosta de plataforma”.
Dois dos exemplos iniciais da correia fotorreceptora 1.0: Doubleclick e Akamai eram os pioneiros na tentativa à correia fotorreceptora como uma plataforma. Os usuários preferem usar “Correia fotorreceptora services”, mas de fato, a publicidade na Website era “Correia fotorreceptora service'”.
(“Unfolded e “mashup'” são mais recentes).
Cada bandeira atua como o elemento facilitador da cooperação transparente entre dois Website, fornecendo uma página integrada a um leitor em outro computador.
Akamai igualmente trata a rede como a plataforma, e em um inferior nivelado da bateria, construindo uma rede transparente da cópia no esconderijo e da distribuição dos índices que alivia a congestão da largura de faixa.
O valor do software é proporcional na escala e no dinamismo dos dados que ajudam a controlar. O serviço de Google não é um empregado (embora seja oferecido por uma coleção maciça dos empregados do Internet) nem um navegador (mesmo sendo experimentado pelo usuário).
3-CONCEITOS PRÁTICOS
O diferencial da Web 2.0 consiste na possibilidade de interação na web, via comentários, mensagens instantâneas e blogs pessoais no que concerne à linguagem escrita.
Quanto à linguagem audiovisual, exercitada através da transmissão de vídeos, fotos, áudios, etc., a Web 2.0 também mostra seu diferencial.
A ampla possibilidade de qualquer pessoa poder produzir material escrito, gráfico ou sonoro, ampliou a interatividade, incipientes nos meios clássicos de comunicação (jornais, revistas, rádios, televisão). A Web 2.0
Com o advento da web 2.0, o público deixou de ser espectador passivo, ele também passou a gerar conteúdos e opinar sobre aquilo que recebe dos meios tradicionais. O jornal, o rádio e nem a televisão conseguiram esse patamar de interatividade. E hoje, esses meios utilizam de suas plataformas de internet para interagir com o público e também propagar o conteúdo produzido por eles.
Podemos concluir que os termos Web 1.0, Web 2.0, pontuam a evolução da ferramenta internet. Na primeira geração os usuários eram passivos, aprendendo a conviver com o novo mecanismo, através do correio eletrônico e de efetuar compras e pagamentos bancários online. Familiarizado com o espaço virtual, e com o avanço da tecnologia, tendo à disposição novas ferramentas e equipamentos como câmeras e gravadores digitais, a web logo se tornou espaço democrático, levando vez e voz a pessoas de diversas áreas, como no jornalismo e nas artes.
Nos anos sessenta, a grande sensação era a enciclopédia Barsa, principalmente porque, o livro do ano “atualizava” a obra. Hoje, temos, por exemplo, a ferramenta Wikipédia, a enciclopédia livre, que nós podemos abastecer, transformando-a em fonte de referencial de informação importante até mesmo para jornalistas.
(À parte o fator de não ser totalmente confiável, sua facilidade de acesso e consenso a faz uma fonte prática de informação num mundo tecnológico facilitado. Um livro de caráter enciclopédico, peca pela desatualização. Há sempre a possibilidade de checagem da informação obtida via Wikipédia). Os jornais impressos são um bom exemplo de como a web 2.0 alterou o comportamento do usuário e a principal diferença com a web 1.0., porque no signo da Web 1.0, os sites dos jornais apenas reproduziam os conteúdos das edições via off-line. Com o advento da Web 2.0, os jornais, de forma global, vivenciam simultaneamente a experiência off-line e online, em redações integradas, com notícias em tempo real, e interação dos leitores que podem interferir no conteúdo, comentando, discutindo, apontando falhas e erros, criticando, etc. Até produzir reportagens é permitido ao público (IG, por exemplo).
4-CONCLUSÃO
Concluindo, temos que sob a égide da Web 1.0, os usuários eram mais ou menos passivos, e com a Web 2.0, são ativos porque interagem. Até o hermético judiciário brasileiro, está se rendendo às facilidades da Web, conforme a notícia a seguir anexa.
Antônio Ribeiro, São Paulo, SP, Brasil.
(Anexo ao texto Web 1.0 e Web 2.0 ...)
Consultor Jurídico - 06 de Setembro de 2008
OAB já pode emitir certificados digitais para advogados
A OAB já pode emitir certificados para que advogados assinem digitalmente qualquer tipo de ato processual. Foi publicado no Diário Oficial, nesta sexta-feira (5/9), o ato que transforma a Ordem em uma Autoridade Certificadora. Na prática, ela poderá fornecer aos advogados de todo o país a assinatura digital para que eles atuem nos tribunais que já têm processo eletrônico.
Nos tribunais superiores, no Supremo Tribunal Federal e em diversos tribunais do Trabalho e Juizados Especiais já é possível peticionar digitalmente. "Com a OAB emitindo os certificados, a adesão de advogados ao processo digital deve aumentar substancialmente", acredita o presidente da Comissão de Tecnologia da Informação do Conselho Federal da Ordem, Alexandre Atheniense.
A conseqüência natural do aumento do uso do processo digital, é o julgamento mais rápido das causas. Uma comparação feita no TRF da 4ª Região, por exemplo, quando se implantou por lá o processo eletrônico, mostrou que enquanto o processo em papel levou mais de 600 dias para ser resolvido, um caso semelhante conduzido digitalmente foi solucionado em 52 dias.
Para o advogado Omar Kaminski, esse é o primeiro passo para a implantação da chamada Justiça 2.0, menos morosa e mais eficaz. Ele acredita que o processo digital será um divisor de águas no mundo do Direito.
Alexandre Atheniense é entusiasta da permissão para que a OAB emita os certificados. Ele afirma que a diferença entre a OAB e as demais autoridades certificadoras é a de que a Ordem tem abrangência nacional, enquanto as outras só atuavam regionalmente.
Os advogados terão a possibilidade de transmitir peças processuais, procurações, elaborar e fechar contratos por meio digital, o que os fará economizar tempo, dinheiro e papel. Será cobrado R$ 130 por um certificado, no qual será gravado o chip de identidade do advogado com validade de três anos a partir da emissão.
Ophir Cavalcante, diretor tesoureiro da OAB nacional, afirma que, "nos próximos dois anos iremos certificar mais de 670 mil advogados o que viabilizará, cada vez mais, a prática processual por meio eletrônico". A expectativa da entidade é a de que os advogados, agora, comecem a utilizar em maior escala a certificação digital.
"Há uma tendência massiva de que os órgãos do Poder Judiciário ampliem rapidamente as práticas processuais com o uso da certificação digital de modo a oferecer grande comodidade para os advogados", acredita Atheniense. O advogado acredita que o fato de a OAB emitir os certificados minará a resistência de muitos advogados, que não confiam no processo digital.